Vivemos na era do instantâneo. Queremos o sucesso para ontem, o clique rápido, o resultado imediato.
Essa pressa cega gera uma sociedade sem paciência e sem constância.
O preço desse imediatismo?
Uma epidemia de ansiedade, vazio e tristeza profunda. Quando tudo precisa ser urgente, nada ganha raiz.
A verdade é que os grandes monumentos da vida exigem tempo.
Uma carreira brilhante, um casamento sólido, a criação de filhos conscientes e um plano seguro para a velhice não surgem por acaso.
Eles nascem de projetos silenciosos de curto, médio e longo prazo.
Como bem nos lembra o filósofo estoico Sêneca:
“Nenhum vento é favorável para quem não sabe para onde navega.”
Se não planejamos o futuro nas três esferas — pessoal, familiar e profissional —, viramos reféns do acaso.
Outro mestre do estoicismo, Epicteto, complementava:
“Nenhuma grande coisa é criada de repente, assim como um cacho de uvas ou um figo. Se você me disser que deseja um figo, respondo que deve haver tempo. Deixe-o primeiro florir, depois dar frutos e, finalmente, amadurecer.”
A própria sabedoria milenar já nos alertava sobre o perigo da pressa desordenada e a bênção da constância:
“Os planos bem pensados levam à fartura; a pressa exagerada conduz à pobreza.” (Provérbios 21:5)
O sucesso real e a felicidade autêntica deixam rastros de esforço, tijolo por tijolo.
Não se iluda com o palco dos outros; foque nos bastidores da sua própria jornada.
Construa hoje o que você quer colher amanhã.
— Prof. Marco Antonio de Andrade, ISNI 0000 0005 3060 5315
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